시편 8편

하나님은 어린아이와 같은 작은 자의 입을 통해 자신의 영광을 나타내시고, 낮아지신 예수 그리스도를 통하여 인간에게 주시려던 영화와 존귀를 완성하신다. 시편 8편은 광대한 우주 앞에서 한없이 작은 인간을 생각하시고 돌보시는 하나님의 은혜를 노래하며, 신약은 이 말씀이 예수 그리스도 안에서 어떻게 완전하게 이루어지는지를 보여 준다.

어린아이들의 찬양

예수님께서 어린 나귀를 타고 예루살렘에 입성하실 때 사람들은 “호산나 다윗의 자손이여”라고 외쳤다. 이는 “다윗에게 약속하신 왕이여, 우리를 구원하소서!”라는 뜻을 담고 있다.

예수님께서 성전에 들어가신 후에도 아이들은 “호산나 다윗의 자손이여”라고 외쳤다. 이 소리를 들은 대제사장들과 서기관들은 분을 내었다. 그러자 예수님께서 말씀하셨다.

“어린 아기와 젖먹이들의 입에서 나오는 찬미를 온전케 하셨나이다 함을 너희가 읽어 본 일이 없느냐”(마 21:16)

예수님은 시편 8편 2절을 직접 인용하셨다. 이는 낮고 작은 자들의 입을 통하여 하나님께서 자신의 권능과 영광을 나타내시는 일이 예수님 안에서 이루어지고 있음을 보여 준다.

세례 요한도 바리새인과 사두개인들에게 이렇게 말했다.

“속으로 아브라함이 우리 조상이라고 생각지 말라 내가 너희에게 이르노니 하나님이 능히 이 돌들로도 아브라함의 자손이 되게 하시리라”(마 3:9)

하나님은 돌로도 아브라함의 자손을 일으키실 수 있는 분이다. 그러한 하나님께서 어린아이들의 입술을 통하여 다윗의 자손으로 오신 예수님을 찬양하게 하신 것은 이상한 일이 아니다. 오히려 그것을 통하여 하나님의 권능이 더욱 분명하게 드러났다.

온 땅에 가득한 주의 이름

다윗은 시편을 이렇게 시작한다.

다윗은 온 땅과 하늘에 나타난 하나님의 영광을 바라보며 찬양한다. 하나님께서 지으신 만물에는 창조주의 능력과 신성이 나타나 있다.

성경도 이렇게 말씀한다.

“창세로부터 그의 보이지 아니하는 것들 곧 그의 영원하신 능력과 신성이 그 만드신 만물에 분명히 보여 알게 되나니”(롬 1:20)

그러나 하나님의 영광은 창조 세계에서만 나타나는 것이 아니다. 하나님은 예수 그리스도를 통하여 자신의 사랑과 구원을 더욱 분명하게 나타내셨다. 그러므로 “주의 이름이 온 땅에 어찌 그리 아름다운지요”라는 다윗의 찬양은 예수 그리스도를 통하여 온 세상에 나타난 하나님의 영광과 구원을 생각하게 한다.

사람이 무엇이관대

다윗은 밤하늘을 바라보며 놀라운 질문을 한다.

광대한 하늘과 달과 별들 앞에서 인간은 한없이 작은 존재처럼 보인다. 그런데 이 모든 것을 지으신 하나님께서 그 작은 인간을 생각하시고 돌보신다.

하나님은 하늘과 땅과 바다와 모든 생물을 먼저 지으신 후에 인간을 만드셨다. 마치 산모가 아이를 낳기 전에 아이에게 필요한 것을 미리 준비하듯 하나님께서는 인간이 살아갈 모든 것을 먼저 준비하셨다.

그러므로 다윗은 놀라워한다.

“사람이 무엇이관대 주께서 저를 생각하시며.”

그러나 인간을 향한 하나님의 돌보심은 여기에서 끝나지 않는다. 인간이 범죄하여 하나님을 떠났음에도 하나님은 인간을 버리지 않으시고 오히려 독생자를 세상에 보내어 죄인을 구원하셨다.

하늘과 달과 별을 지으신 하나님께서 티끌과 같은 인간을 생각하셨을 뿐 아니라, 범죄한 인간을 구원하시기 위하여 아들을 보내셨다. 이 아들을 통해 하나님의 인간 사랑이 가장 분명하게 나타났다.

만물을 발 아래 두신 분

다윗은 이어서 하나님께서 인간에게 주신 영화와 존귀를 노래한다.

이 말씀은 일차적으로 하나님께서 창조하신 인간에게 주신 지위와 사명을 가리킨다. 하나님은 자기 형상대로 남자와 여자를 창조하시고 복을 주시며 말씀하셨다.

“생육하고 번성하여 땅에 충만하라, 땅을 정복하라, 바다의 고기와 공중의 새와 땅에 움직이는 모든 생물을 다스리라”(창 1:28)

하나님은 인간에게 영화와 존귀를 주시고 자신이 지으신 세계를 다스리게 하셨다. 그러나 인간은 범죄하였다. 죄가 세상에 들어오고 사망이 들어왔다. 그로 인해 인간은 하나님께서 주신 영화와 존귀를 온전히 누리지 못하게 되었다.

그런데 예수님은 근본 하나님의 본체시나 하나님과 동등됨을 취할 것으로 여기지 아니하시고 오히려 자기를 비어 종의 형체를 가져 사람들과 같이 되셨다. 그리고 십자가에 죽으심으로 하나님께 죽기까지 복종하셨다. 그로 인해 하나님은 예수님을 지극히 높여 모든 이름 위에 뛰어난 이름을 주시고 영광과 존귀로 관을 씌우셨다.

히브리서는 시편 8편의 말씀을 예수님께 적용하여 이렇게 말씀한다.

“오직 우리가 천사들보다 잠간 동안 못하게 하심을 입은 자 곧 죽음의 고난 받으심을 인하여 영광과 존귀로 관 쓰신 예수를 보니”(히 2:9)

그리고 에베소서 1장 22절은 이렇게 말씀한다.

“또 만물을 그 발 아래 복종하게 하시고 그를 만물 위에 교회의 머리로 주셨느니라”(엡 1:22)

그리스도와 함께 받는 영광

그러나 그 영광은 예수님에게서 끝나지 않는다. 예수님은 자기 백성을 구원하시고 그들을 자신의 영광에 참여하게 하신다. 그래서 성경은 이렇게 말씀한다.

“자녀이면 또한 후사 곧 하나님의 후사요 그리스도와 함께 한 후사니 우리가 그와 함께 영광을 받기 위하여 고난도 함께 받아야 될 것이니라”(롬 8:17)

예수님께 속한 자들은 그분과 함께 후사가 되어 그분이 이루신 영광에 은혜로 참여하게 된다.

다시, 찬양으로

그래서 시편 8편은 처음 시작했던 바로 그 찬양으로 끝난다.

광대한 우주 앞에서 한없이 작은 인간을 생각하시는 하나님, 범죄한 인간을 버리지 않으시고 독생자를 보내신 하나님, 죽음의 고난을 받으신 예수님께 영화와 존귀로 관을 씌우시고 만물을 그 발 아래 두신 하나님, 그리고 그리스도 안에서 우리까지 그 영광에 참여하게 하시는 하나님을 생각할 때 우리도 다윗과 함께 찬양하지 않을 수 없다.

예루살렘 성전에서 어린아이들의 입술을 통하여 울려 퍼졌던 찬양은 이제 그리스도로 말미암아 구원받은 우리의 입술에서 계속된다.

Como pode o Criador

Vejamos 1 João 3:1.

“Vede que grande amor nos tem concedido o Pai: que fôssemos chamados filhos de Deus.”

O amor do centurião por seu servo e seus limites

Mateus 8 conta a história de um centurião que foi até Jesus por causa de seu servo, que estava em casa, paralítico e sofrendo terrivelmente.

Naquela época, os romanos não consideravam os escravos membros independentes da sociedade. Eles estavam sob a autoridade de seus senhores e, juridicamente, sua condição era, em muitos aspectos, próxima à de uma propriedade. Por isso, quando um escravo adoecia, havia situações em que seu senhor poderia enxergar o ocorrido mais como uma perda de mão de obra e de patrimônio do que como o sofrimento de uma pessoa.

Apesar disso, o centurião foi até Jesus por causa de seu servo, que estava paralítico e sofrendo terrivelmente. Lucas descreve esse servo como alguém que era “muito estimado” pelo centurião (Lc 7:2). Podemos perceber, assim, o quanto aquele centurião valorizava seu servo enfermo.

Jesus viu a fé do centurião, concedeu-lhe graça e curou seu servo.

O amor do Criador que deu a vida por suas criaturas

Por mais que o centurião amasse seu servo, não seria fácil entregar a própria vida por ele. O ser humano considera a própria vida mais preciosa do que qualquer outra coisa. No entanto, o surpreendente é que Jesus entregou voluntariamente sua vida por nós — e fez isso por seres humanos que Ele mesmo criou.

Como pode o Criador entregar sua vida pelas criaturas que Ele mesmo fez? O Filho de Deus tornou-se homem e morreu pelos seres humanos que Ele mesmo criou. Esse é um amor que a sabedoria humana simplesmente não consegue explicar. Por isso João disse: “Vede que grande amor nos tem concedido o Pai: que fôssemos chamados filhos de Deus” (1Jo 3:1).

A expressão “que grande amor” vai além de simplesmente dizer “quanto amor”. Ela carrega um profundo sentimento de admiração: “Que espécie de amor é este!”

A Escritura diz:

“Porque apenas alguém morrerá por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém ouse morrer. Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5:7–8).

Se o servo do centurião fosse uma pessoa má, que não obedecesse ao seu senhor e desperdiçasse seus bens, será que o centurião teria ido até Jesus por causa dele? Não é fácil imaginar que isso aconteceria. No entanto, quando nós, criaturas de Deus, havíamos nos tornado inimigos de Deus e nos opúnhamos ao próprio Deus que nos criou, Jesus entregou sua própria vida por nós. Como podemos explicar um amor tão surpreendente?

Um amor “maravilhoso” que ultrapassa a razão humana

Davi, falando sobre o Deus que o conhecia completamente, disse: “Tal ciência é para mim maravilhosíssima; tão alta, que não a posso atingir” (Sl 139:6). Aqui, “maravilhosíssima” significa algo tão extraordinário e surpreendente que a sabedoria humana não consegue compreendê-lo plenamente.

Nós também podemos dizer que o amor de Deus é maravilhoso. O amor de Deus é um amor surpreendente cuja profundidade e razão não podem ser plenamente compreendidas por nossa razão e experiência.

Somos objeto do imenso amor de Deus. No entanto, muitas pessoas não sabem o quanto Deus as ama. Algumas chegam a pensar que Deus as odeia ou as abandonou. O diabo nos leva a olhar para nossos pecados e fracassos em vez de olhar para Deus, fazendo-nos duvidar do amor de Deus.

A cruz: a evidência que destrói a mentira do diabo

Mas a cruz declara que isso é mentira.

O fato de Jesus ter morrido por nós não quando éramos justos, mas quando ainda éramos pecadores, prova que somos objeto do imenso amor de Deus. Portanto, em vez de olharmos apenas para nossos pecados e fracassos e duvidarmos do amor de Deus, devemos olhar para Jesus, que suportou por nós os açoites e o sofrimento da cruz.

A Escritura diz: “O que confia no seu próprio coração é insensato” (Pv 28:26). Nosso coração tem uma forte tendência a nos julgar de acordo com nossas obras. Mas na Palavra de Deus está revelado o amor que Deus primeiro concedeu a nós quando ainda éramos pecadores.

Se queremos saber como Deus nos amou, não devemos olhar apenas para nós mesmos, mas para Jesus Cristo. João diz: “Nisto está o amor”.

“Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos. Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados” (1Jo 4:9–10).

O apóstolo Paulo disse: “Tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor” (Fp 3:8). Quanto mais conhecemos Jesus, mais compreendemos o quanto Deus nos amou; e quanto mais compreendemos esse amor, mais profundo se torna nosso amor por Deus.

A alegria de conhecer o amor de Cristo que excede todo conhecimento

Por mais que conheçamos o amor de Cristo, jamais conseguiremos compreendê-lo plenamente. Paulo orou:

“Poderdes perfeitamente compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade, e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento” (Ef 3:18–19).

O amor de Cristo é um amor que podemos conhecer e, ao mesmo tempo, um amor que ultrapassa nosso conhecimento. Continuamos conhecendo sua largura, seu comprimento, sua altura e sua profundidade, mas, por mais que o conheçamos, jamais chegaremos ao seu fim.

O amor de Deus por nós é tão maravilhoso que nossa sabedoria jamais poderá compreendê-lo plenamente. No entanto, Deus revelou esse amor a nós por meio de Cristo. À medida que conhecemos esse amor, vivemos em gratidão e nos alegramos nele.

造物主怎能如此

我们来看约翰一书3章1节。

“你看父赐给我们是何等的慈爱,使我们得称为神的儿女。”

百夫长对仆人的爱及其限度

马太福音第8章记载了一位百夫长的故事。他的仆人患了瘫痪,躺在家里,甚是疼苦,因此他来到耶稣面前,为自己的仆人恳求。

在当时,罗马人并不把奴仆看作独立的社会成员。他们处在主人的权柄之下,在法律地位上很大程度被视为接近主人的财产。因此,当一个奴仆生病时,有时主人可能更多从劳动力和财产损失的角度来看待这件事,而不是从一个人正在受苦的角度来看待。

然而,这位百夫长却为了那个患瘫痪、极其痛苦的仆人来到耶稣面前。路加记载,这个仆人是百夫长“所宝贵的”(路7:2)。由此可以看出,这位百夫长是多么看重这个生病的仆人。

耶稣看见百夫长的信心,就向他施恩,医治了他的仆人。

造物主为受造之物舍命的爱

然而,无论百夫长多么爱自己的仆人,要他为了这个仆人舍弃自己的生命,也绝不是一件容易的事。因为人把自己的生命看得比什么都宝贵。然而令人惊叹的是,耶稣却甘愿为我们舍弃自己的生命,而且是为了祂亲自创造的人类。

造物主怎能为自己所造的受造之物舍弃生命呢?神的儿子成为人,为祂亲自创造的人类而死,这样的爱是人的智慧无法解释的。因此约翰说:“你看父赐给我们是何等的慈爱,使我们得称为神的儿女”(约壹3:1)。

这里“何等的慈爱”不仅仅是在说“多么大的爱”,其中更带着一种惊叹:“这究竟是怎样的一种爱!”

圣经这样说:

“为义人死,是少有的;为仁人死,或者有敢做的。惟有基督在我们还作罪人的时候为我们死,神的爱就在此向我们显明了”(罗5:7–8)。

假如百夫长的仆人是一个不听主人命令、又挥霍主人财物的恶仆,百夫长还会为了他来到耶稣面前吗?我们很难想象这样的事情会发生。然而,当我们这些受造之物成为神的仇敌,甚至敌对那位创造我们的神时,耶稣却为我们舍弃了自己的生命。这样奇妙的爱,我们怎能解释呢?

超越人类理性的“奇妙”之爱

大卫论到那位完全认识他的神时说:“这样的知识奇妙,是我不能测的;至高,是我不能及的”(诗139:6)。这里的“奇妙”是指如此令人惊叹、如此奥妙,以至于人的智慧无法完全测透。

我们也可以说,神的爱是奇妙的。神的爱是如此令人惊叹,以我们的理性和经验无法完全测透其中的深度和缘由。

我们是神极大慈爱的对象。然而,许多人并不知道神是何等地爱自己,甚至有人认为神恨自己,或者已经丢弃了自己。魔鬼使我们不去仰望神,反而只看自己的罪和失败,使我们怀疑神的爱。

十字架——粉碎魔鬼谎言的明证

然而,十字架告诉我们,那是谎言。

耶稣不是在我们成为义人的时候,而是在我们还是罪人的时候为我们死;这证明我们是神极大慈爱的对象。因此,我们不应只看自己的罪和失败而怀疑神的爱,而应当仰望那位为我们忍受鞭打和十字架痛苦的耶稣。

圣经说:“心中自是的,便是愚昧人”(箴28:26)。我们的心很容易按照自己的行为来判断自己。然而,在神的话语中,我们看见了神在我们还是罪人的时候就首先赐给我们的爱。

如果我们想知道神究竟怎样爱了我们,就不应只看自己,而应当仰望耶稣基督。约翰说:“不是我们爱神,乃是神爱我们。”

“神差他独生子到世间来,使我们藉着他得生,神爱我们的心在此就显明了。不是我们爱神,乃是神爱我们,差他的儿子为我们的罪作了挽回祭,这就是爱了”(约壹4:9–10)。

使徒保罗说:“我也将万事当作有损的,因我以认识我主基督耶稣为至宝”(腓3:8)。我们越认识耶稣,就越能明白神是何等地爱我们;我们越明白这爱,我们对神的爱也就越深。

认识那超越知识的基督之爱的喜乐

然而,无论我们怎样认识基督的爱,都无法完全测透这爱。保罗这样祷告:

“能以和众圣徒一同明白基督的爱是何等长阔高深,并知道这爱是过于人所能测度的”(弗3:18–19)。

基督的爱是我们能够认识的爱,同时又是超越我们知识的爱。我们不断认识这爱的长、阔、高、深,但无论认识得多么深,都无法到达它的尽头。

神向我们的爱实在太奇妙了,是我们的智慧无法完全测透的。然而,神已经藉着基督向我们显明了这爱。我们不断认识这爱,并在这爱中感恩、喜乐。

Cómo puede el Creador

Veamos 1 Juan 3:1.

«Mirad cuál amor nos ha dado el Padre, para que seamos llamados hijos de Dios».

El amor del centurión por su siervo y sus límites

En Mateo 8 encontramos la historia de un centurión que acudió a Jesús por causa de su siervo, que estaba en casa paralítico y gravemente atormentado.

En aquel tiempo, los romanos no consideraban a los esclavos como miembros independientes de la sociedad. Estaban bajo la autoridad de sus amos y, legalmente, su condición se acercaba en muchos aspectos a la de una propiedad. Por eso, cuando un esclavo enfermaba, podía ocurrir que su amo lo viera más desde la perspectiva de la pérdida de trabajo y de propiedad que desde la perspectiva del sufrimiento de una persona.

Sin embargo, el centurión acudió a Jesús por su siervo, que estaba paralítico y sufría terriblemente. Lucas describe a este siervo como alguien a quien el centurión «quería mucho» (Lc 7:2). Esto nos permite comprender cuánto apreciaba el centurión a su siervo enfermo.

Jesús vio la fe del centurión, le mostró su gracia y sanó a su siervo.

El amor del Creador que dio su vida por sus criaturas

Por mucho que el centurión amara a su siervo, no habría sido fácil entregar su propia vida por él. El ser humano considera su propia vida más preciosa que cualquier otra cosa. Sin embargo, lo asombroso es que Jesús entregó voluntariamente su vida por nosotros, y lo hizo por seres humanos que Él mismo había creado.

¿Cómo puede el Creador entregar su vida por las criaturas que Él mismo hizo? Que el Hijo de Dios se hiciera hombre y muriera por los seres humanos que Él mismo creó es un amor que la sabiduría humana no puede explicar. Por eso Juan dijo: «Mirad cuál amor nos ha dado el Padre, para que seamos llamados hijos de Dios» (1 Jn 3:1).

La expresión «cuál amor» va más allá de decir simplemente «cuánto amor». Contiene un profundo asombro: «¡¿Qué clase de amor puede ser este?!».

La Escritura dice:

«Ciertamente, apenas morirá alguno por un justo; con todo, pudiera ser que alguno osara morir por el bueno. Mas Dios muestra su amor para con nosotros, en que siendo aún pecadores, Cristo murió por nosotros» (Ro 5:7–8).

Si el siervo del centurión hubiera sido un hombre malvado que desobedecía a su amo y malgastaba sus bienes, ¿habría acudido el centurión a Jesús por él? No es fácil imaginar que algo así hubiera sucedido. Sin embargo, cuando nosotros, sus criaturas, nos habíamos convertido en enemigos de Dios y nos oponíamos al mismo Dios que nos creó, Jesús entregó su propia vida por nosotros. ¿Cómo podemos explicar un amor tan asombroso?

Un amor “maravilloso” que sobrepasa la razón humana

David, hablando del Dios que lo conocía por completo, dijo: «Tal conocimiento es demasiado maravilloso para mí; alto es, no lo puedo comprender» (Sal 139:6). Aquí, la palabra «maravilloso» expresa algo tan extraordinario y asombroso que la sabiduría humana no puede comprenderlo plenamente.

También nosotros podemos decir que el amor de Dios es maravilloso. El amor de Dios es un amor asombroso cuya profundidad y razón no podemos comprender plenamente mediante nuestra razón y nuestra experiencia.

Somos objeto del inmenso amor de Dios. Sin embargo, muchas personas no saben cuánto las ama Dios. Algunas incluso piensan que Dios las odia o las ha abandonado. El diablo hace que fijemos nuestra mirada en nuestros pecados y fracasos en vez de mirar a Dios, llevándonos así a dudar de su amor.

La cruz: la evidencia que destruye la mentira del diablo

Pero la cruz declara que eso es mentira.

El hecho de que Jesús muriera por nosotros no cuando éramos justos, sino cuando aún éramos pecadores, demuestra que somos objeto del inmenso amor de Dios. Por eso, en vez de mirar solamente nuestros pecados y fracasos y dudar del amor de Dios, debemos mirar a Jesús, quien soportó por nosotros los azotes y el sufrimiento de la cruz.

La Escritura dice: «El que confía en su propio corazón es necio» (Pr 28:26). Nuestro corazón tiene una fuerte tendencia a juzgarnos según nuestras obras. Pero en la Palabra de Dios se manifiesta el amor que Dios nos mostró primero cuando aún éramos pecadores.

Si queremos saber cómo nos ha amado Dios, no debemos mirar solamente a nosotros mismos, sino mirar a Jesucristo. Juan dice: «En esto consiste el amor».

«En esto se mostró el amor de Dios para con nosotros, en que Dios envió a su Hijo unigénito al mundo, para que vivamos por él. En esto consiste el amor: no en que nosotros hayamos amado a Dios, sino en que él nos amó a nosotros, y envió a su Hijo en propiciación por nuestros pecados» (1 Jn 4:9–10).

El apóstol Pablo dijo que consideraba todas las cosas como pérdida «por la excelencia del conocimiento de Cristo Jesús, mi Señor» (Fil 3:8). Cuanto más conocemos a Jesús, más comprendemos cuánto nos ha amado Dios; y cuanto más comprendemos ese amor, más profundo se hace nuestro amor por Dios.

El gozo de conocer el amor de Cristo que excede todo conocimiento

Sin embargo, por mucho que lleguemos a conocer el amor de Cristo, nunca podremos comprenderlo por completo. Pablo oró:

«Seáis plenamente capaces de comprender con todos los santos cuál sea la anchura, la longitud, la profundidad y la altura, y de conocer el amor de Cristo, que excede a todo conocimiento» (Ef 3:18–19).

El amor de Cristo es un amor que podemos conocer y, al mismo tiempo, un amor que sobrepasa nuestro conocimiento. Vamos conociendo su anchura, su longitud, su altura y su profundidad, pero por mucho que lleguemos a conocerlo, nunca podremos alcanzar su fin.

El amor de Dios hacia nosotros es tan maravilloso que nuestra sabiduría nunca podrá comprenderlo plenamente. Sin embargo, Dios nos ha manifestado ese amor por medio de Cristo. A medida que conocemos ese amor, vivimos agradecidos y nos regocijamos en él.

How Could the Creator

Let us look at 1 John 3:1.

“Behold, what manner of love the Father hath bestowed upon us, that we should be called the sons of God.”

The Centurion’s Love for His Servant and Its Limit

Matthew 8 tells the story of a centurion who came to Jesus on behalf of his servant, who was lying at home paralyzed and terribly tormented.

At that time, Romans did not regard slaves as independent members of society. They were under the authority of their masters and, legally, their status was in many respects closer to that of property. Therefore, when a slave became ill, there were cases in which the master might view it more as a loss of labor and property than as the suffering of a person.

Yet the centurion came to Jesus for his servant, who was paralyzed and suffering terribly. Luke describes this servant as one who was “dear unto him” (Luke 7:2). From this, we can see how deeply the centurion valued his sick servant.

Jesus saw the centurion’s faith, showed him grace, and healed his servant.

The Love of the Creator Who Gave His Life for His Creatures

However much the centurion loved his servant, it would not have been easy for him to give his own life for that servant. People value their own lives above all else. Yet what is astonishing is that Jesus willingly gave His life for us—and for human beings whom He Himself created.

How could the Creator give His life for creatures He made? That the Son of God became man and died for the human beings He Himself created is a love that human wisdom simply cannot explain. This is why John said, “Behold, what manner of love the Father hath bestowed upon us, that we should be called the sons of God” (1 John 3:1).

The expression “what manner of love” means more than simply “how much love.” It carries a sense of astonishment: “What kind of love can this possibly be!”

Scripture says:

“For scarcely for a righteous man will one die: yet peradventure for a good man some would even dare to die. But God commendeth his love toward us, in that, while we were yet sinners, Christ died for us” (Romans 5:7–8).

If the centurion’s servant had been a wicked man who refused to obey his master and wasted his master’s possessions, would the centurion still have gone to Jesus for him? It is difficult to imagine such a thing happening. Yet while we, His creatures, had become enemies of God and were opposing the very God who made us, Jesus gave His own life for us. How can we explain such astonishing love?

A “Wonderful” Love Beyond Human Reason

Speaking of the God who knew him completely, David said, “Such knowledge is too wonderful for me; it is high, I cannot attain unto it” (Psalm 139:6). Here, “wonderful” means something so astonishing and extraordinary that human wisdom cannot fully comprehend it.

We too can say that God’s love is wonderful. God’s love is an astonishing love whose depth and reason cannot be fully fathomed by our reason and experience.

We are the objects of God’s great love. Yet many people do not know how deeply God loves them. Some even think that God hates them or has abandoned them. The devil causes us to look at our sins and failures rather than at God, leading us to doubt God’s love.

The Cross: The Evidence That Shatters the Devil’s Lie

But the cross declares that this is a lie.

The fact that Jesus died for us not when we were righteous but while we were sinners proves that we are the objects of God’s great love. Therefore, rather than looking only at our sins and failures and doubting God’s love, we must look to Jesus, who endured the scourging and the suffering of the cross for us.

Scripture says, “He that trusteth in his own heart is a fool” (Proverbs 28:26). Our hearts have a strong tendency to judge us according to our deeds. But in the Word of God we see the love that God first bestowed upon us while we were sinners.

If we want to know how God has loved us, we must not look only at ourselves but look to Jesus Christ. John says, “Herein is love.”

“In this was manifested the love of God toward us, because that God sent his only begotten Son into the world, that we might live through him. Herein is love, not that we loved God, but that he loved us, and sent his Son to be the propitiation for our sins” (1 John 4:9–10).

The apostle Paul said, “I count all things but loss for the excellency of the knowledge of Christ Jesus my Lord” (Philippians 3:8). The more we come to know Jesus, the more deeply we understand how much God has loved us; and the more we understand that love, the deeper our love for God becomes.

The Joy of Knowing the Love of Christ That Surpasses Knowledge

Yet no matter how much we come to know the love of Christ, we can never fully comprehend it. Paul prayed:

“May be able to comprehend with all saints what is the breadth, and length, and depth, and height; and to know the love of Christ, which passeth knowledge” (Ephesians 3:18–19).

Christ’s love is a love we can know, yet it is also a love that surpasses our knowledge. We continue to discover its breadth and length and depth and height, but no matter how much we learn, we can never reach its end.

God’s love toward us is so wonderful that our wisdom can never fully comprehend it. Yet God has revealed that love to us through Christ. As we continue to know that love, we will live in gratitude and rejoice in it.

어떻게 조물주가

요한일서 3장 1절 말씀을 보겠습니다.

“보라 아버지께서 어떠한 사랑을 우리에게 주사 하나님의 자녀라 일컬음을 얻게 하셨는고”

백부장의 하인 사랑과 한계

마태복음 8장에는 중풍병으로 집에 누워 몹시 괴로워하는 하인을 위해 예수님에게 나아온 백부장 이야기가 나옵니다.

그 당시 로마 사람들은 종을 독립된 사회 구성원으로 생각하지 않았습니다. 주인의 권한 아래 있는 존재로서 법적으로는 상당 부분 재산에 가까운 지위에 있었습니다. 따라서 종이 병들었을 때 그를 한 인격체의 고통보다 노동력과 재산의 손실이라는 관점에서 바라보는 일도 있을 수 있었습니다.

그런데도 백부장은 중풍병에 걸려 몹시 괴로워하는 하인을 위해 예수님에게 나아왔습니다. 누가는 이 종을 백부장에게 “사랑하는 종”이라고 기록합니다(눅 7:2). 이 백부장이 아픈 하인을 얼마나 소중하게 여기고 있었는지를 가늠할 수 있습니다.

예수님은 백부장의 믿음을 보시고 은혜를 베풀어 그 하인을 낫게 해 주셨습니다.

창조주가 피조물을 위해 목숨을 버린 사랑

그러나 아무리 하인을 사랑하는 백부장이라고 해도 그를 위해 자기 목숨까지 버리는 일은 쉽지 않을 것입니다. 사람은 자기의 목숨을 무엇보다 소중히 여기기 때문입니다. 그런데 놀라운 것은 예수님은 우리를 위해 자신의 목숨을 기꺼이 버리셨다는 것입니다. 그것도 자신이 창조하신 인간을 위해서 말입니다.

어떻게 조물주가 자기가 만든 피조물을 위해 목숨을 버릴 수가 있습니까. 하나님의 아들이 사람이 되어 자신이 창조한 인간을 위해 죽으셨다는 것은 우리 인간의 지혜로는 도저히 설명할 수 없는 사랑입니다. 그래서 요한은 “보라 아버지께서 어떠한 사랑을 우리에게 주사 하나님의 자녀라 일컬음을 얻게 하셨는고”(요일 3:1)라고 말했습니다.

여기서 ‘어떠한 사랑’이라는 표현은 단순히 ‘얼마나 많은 사랑’이라는 정도를 넘어 ‘도대체 어떠한 종류의 사랑인가!’라는 놀라움이 담긴 표현입니다.

성경은 이렇게 말씀합니다.

“의인을 위하여 죽는 자가 쉽지 않고 선인을 위하여 용감히 죽는 자가 혹 있거니와 우리가 아직 죄인 되었을 때에 그리스도께서 우리를 위하여 죽으심으로 하나님께서 우리에게 대한 자기의 사랑을 확증하셨느니라”(롬 5:7–8)

만일 백부장의 하인이 주인의 말을 듣지 않고 주인의 재산을 허비하는 불량한 사람이었다면 과연 백부장이 자기 하인을 위해 예수님에게 나아갔을까요? 그런 일이 일어나리라고는 생각하기가 쉽지 않습니다. 그런데 예수님은 피조물인 우리가 하나님의 원수가 되어 자기를 만드신 하나님을 대적하고 있을 때 우리를 위해 자신의 목숨을 내어 주셨습니다. 이 놀라운 사랑을 어떻게 설명할 수 있겠습니까?

인간의 이성을 초월한 ‘기이한’ 사랑

다윗은 자기를 완전히 아시는 하나님에 대하여 “이 지식이 내게 너무 기이하니 높아서 내가 능히 미치지 못하나이다”(시 139:6)라고 말했습니다. 여기서 ‘기이하다’는 말은 너무 놀랍고 신비하여 인간의 지혜로는 다 헤아릴 수 없다는 의미입니다.

우리 역시 하나님의 사랑에 대해서 기이하다고 말할 수밖에 없습니다. 하나님의 사랑은 우리의 이성과 경험으로는 그 깊이와 이유를 다 헤아릴 수 없는 놀라운 사랑입니다.

우리는 하나님의 지극한 사랑의 대상입니다. 그런데 많은 사람은 자신이 하나님께 얼마나 사랑받고 있는지를 알지 못합니다. 오히려 하나님께서 자신을 미워하시거나 버리셨다고 생각하기도 합니다. 마귀는 우리로 하여금 하나님보다 우리의 죄와 실패만 바라보게 하여 하나님의 사랑을 의심하게 합니다.

마귀의 거짓을 파하는 십자가의 증거

그러나 십자가는 그것이 거짓이라고 말합니다.

예수님이 우리가 의로웠을 때가 아니라 죄인이었을 때 우리를 위하여 죽으신 것이 우리가 하나님의 지극한 사랑의 대상인 것을 증명합니다. 그러므로 자신의 죄와 실패만 바라보며 하나님의 사랑을 의심하기보다, 우리를 위해 채찍과 십자가의 고통을 참으신 예수님을 바라보아야 합니다.

성경은 “자기의 마음을 믿는 자는 미련한 자요”(잠 28:26)라고 말합니다. 우리 마음은 우리의 행위를 따라 우리를 판단하는 경향이 강합니다. 그러나 하나님의 말씀에는 죄인인 우리에게 먼저 베푸신 하나님의 사랑이 나타나 있습니다.

하나님이 우리를 어떻게 사랑하셨는지 알고 싶다면 우리 자신만을 바라볼 것이 아니라 예수 그리스도를 바라보아야 합니다. 요한은 “사랑은 여기 있으니”라고 말합니다.

“하나님의 사랑이 우리에게 이렇게 나타난 바 되었으니 하나님이 자기의 독생자를 세상에 보내심은 저로 말미암아 우리를 살리려 하심이니라 사랑은 여기 있으니 우리가 하나님을 사랑한 것이 아니요 오직 하나님이 우리를 사랑하사 우리 죄를 위하여 화목제로 그 아들을 보내셨음이니라”(요일 4:9–10)

사도 바울은 “모든 것을 해로 여김은 내 주 그리스도 예수를 아는 지식이 가장 고상함을 인함이라”(빌 3:8)고 말했습니다. 우리가 예수님을 알아갈수록 하나님이 우리를 얼마나 사랑하셨는지를 더욱 깨닫게 되고, 그 사랑을 깨달을수록 하나님을 향한 우리의 사랑도 더욱 깊어집니다.

지식에 넘치는 그리스도의 사랑을 알아가는 기쁨

그러나 우리가 아무리 그리스도의 사랑을 알아간다고 해도 그 사랑을 다 헤아릴 수는 없습니다. 바울은 이렇게 기도했습니다.

“능히 모든 성도와 함께 지식에 넘치는 그리스도의 사랑을 알아 그 넓이와 길이와 높이와 깊이가 어떠함을 깨달아”(엡 3:18–19)

그리스도의 사랑은 우리가 알 수 있는 사랑이면서도 우리의 지식을 넘어서는 사랑입니다. 우리는 그 사랑의 넓이와 길이와 높이와 깊이를 알아가지만 아무리 알아가도 그 끝에 이를 수 없습니다.

우리를 향한 하나님의 사랑은 너무나 기이하여 우리의 지혜로는 다 헤아릴 수 없습니다. 그러나 하나님께서는 그리스도를 통하여 그 사랑을 우리에게 나타내셨습니다. 우리는 그 사랑을 알아가며 그 사랑 안에서 감사하고 기뻐하게 될 것입니다.

Salmo 7

Um cordeiro diante de um leão (vv. 1–2)

O significado exato de Sigaiom não é conhecido. Geralmente, entende-se como “uma canção entoada com tristeza, ira e emoções intensas” ou “um lamento cantado enquanto se vagueia”. Também não sabemos exatamente quem era Cuxe, o benjamita. No entanto, pelo título, podemos perceber que Davi estava enfrentando dificuldades relacionadas às palavras de Cuxe e que várias pessoas o perseguiam.

Nessa situação, Davi se refugia em Deus e pede que Ele o salve e o livre de todos os que o perseguem. Ele teme que, se Deus não o resgatar, seus inimigos o despedacem como um leão. O fato de Davi descrever seus perseguidores como “um leão” mostra o quanto eles eram violentos e ameaçadores.

Para Davi, o leão era um animal extremamente perigoso. Quando cuidava das ovelhas, certa vez um leão ou um urso veio e tomou um cordeiro do rebanho. Davi foi atrás dele, feriu-o e resgatou o cordeiro de sua boca (1 Samuel 17:34–35). Davi sabia muito bem que, se não resgatasse o pequeno cordeiro, ele inevitavelmente se tornaria presa do leão e seria despedaçado.

Agora, porém, o próprio Davi se encontrava como um cordeiro diante de um leão. Ele temia que, se Deus não o livrasse, também seria despedaçado como um cordeiro por aqueles que o perseguiam.

A declaração de inocência diante de Deus e Jesus Cristo (vv. 3–5)

Davi declarou sua inocência diante de Deus.

Mesmo colocando sua própria vida em jogo, Davi apelou a Deus afirmando sua inocência nessa questão relacionada às palavras de Cuxe. Ele apresentou diante de Deus a injustiça que estava sofrendo ao ser falsamente acusado e perseguido.

Aqui somos levados a pensar em Jesus, que sofreu uma injustiça incomparavelmente maior do que a de Davi. Não havia injustiça alguma em Jesus; Ele era perfeitamente santo. No entanto, as pessoas o acusaram falsamente e o trataram como um criminoso digno de morte. Na noite anterior à crucificação, enquanto passava seus últimos momentos com os discípulos, Jesus disse:

“Aquele que me odeia odeia também meu Pai. Se eu entre eles não fizesse tais obras, quais nenhum outro tem feito, não teriam pecado; mas agora viram-nas e me odiaram a mim e a meu Pai. Mas é para que se cumpra a palavra que está escrita na sua lei: Odiaram-me sem causa.” (João 15:23–25)

Assim, aqueles que pertencem ao mal odeiam e se opõem aos justos sem motivo.

Deus, o justo Juiz (vv. 6–10)

Davi pediu que Deus se levantasse como Juiz e julgasse sua causa.

Davi confiava em Deus como o justo Juiz que julga todos os povos e, por isso, pediu que Ele julgasse sua causa.

Davi pediu a Deus que o julgasse conforme sua justiça e conforme a integridade que havia nele. A palavra traduzida como “integridade” corresponde ao hebraico tom, que significa “inteireza, sinceridade e ausência de duplicidade”. Isso não significa que Davi estivesse afirmando não possuir pecado algum; antes, ele pedia que Deus julgasse sua inocência nessa questão específica que havia apresentado diante dEle.

Davi então pediu que Deus, que conhece o coração de todas as pessoas, pusesse fim à maldade dos ímpios e estabelecesse o justo.

Podemos ver o cumprimento supremo dessas palavras naquilo que Deus fez em Jesus. Por meio da cruz, Jesus esmagou a cabeça da serpente, e Deus ressuscitou Jesus, a quem os homens haviam matado, revelando assim que Ele era justo.

Por isso, Davi confessa que Deus é seu escudo.

Davi não diz simplesmente que Deus é seu escudo. Ele declara que Deus é aquele que “salva os retos de coração”. O caráter justo de Deus e Sua obra de salvar os retos constituem o próprio escudo de Davi. Assim, mesmo quando as circunstâncias eram incertas, Davi podia permanecer firme confiando no caráter imutável de Deus.

Entretanto, o Deus que é escudo e salva os retos de coração é também o justo Juiz que julga o mal.

O julgamento que chama ao arrependimento (vv. 11–13)

Deus não contempla o mal com indiferença. Porque Deus é justo, Ele odeia o mal e se ira contra ele. Contudo, devemos prestar atenção às palavras: “Se o homem se não converter”. O julgamento de Deus está certamente preparado, mas ainda há para o ímpio um caminho de retorno. Deus não tem prazer na morte do ímpio. Em Ezequiel, Deus diz:

“Dize-lhes: Vivo eu, diz o Senhor JEOVÁ, que não tenho prazer na morte do ímpio, mas em que o ímpio se converta do seu caminho e viva. Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos; pois por que razão morrereis, ó casa de Israel?” (Ezequiel 33:11)

Portanto, a advertência acerca do julgamento de Deus contém também um chamado ao arrependimento. Se o ímpio não abandonar seu mau caminho, não poderá escapar do julgamento de Deus; porém Deus o chama a se voltar e viver.

O mesmo Deus é escudo para os retos de coração, mas também é Juiz daqueles que se recusam a se arrepender e continuam praticando o mal. Contudo, Deus não se compraz na perdição das pessoas, mas deseja que sejam salvas e cheguem ao conhecimento da verdade (1 Timóteo 2:4).

Agora Davi descreve o que finalmente acontece com aquele que pratica o mal.

A autodestruição do ímpio e a vitória da cruz (vv. 14–17)

Davi descreve o surgimento e o crescimento do mal por meio da imagem da concepção e do parto. O ímpio concebe a perversidade, fica grávido da maldade e, por fim, dá à luz a mentira. O mal não surge repentinamente sem nenhum processo; ele é concebido e cresce dentro do coração humano até finalmente se manifestar em ações. Isso também está de acordo com as palavras de Tiago:

“Depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte.” (Tiago 1:15)

Entretanto, o poço que o ímpio cava para fazer outra pessoa cair acaba se tornando a armadilha na qual ele próprio cai. O mal que preparou volta sobre sua própria cabeça, e a violência que pretendia praticar contra outros cai sobre ele mesmo.

Isso é semelhante ao que aconteceu com Hamã, que preparou a forca para Mardoqueu, mas acabou sendo enforcado nela (Ester 7:9–10). Aquilo que ele havia preparado para causar a morte de outra pessoa acabou trazendo sua própria morte.

Esse princípio se manifesta da maneira mais dramática na cruz. Satanás moveu as pessoas a entregar à morte Jesus, que não tinha pecado, e pode ter pensado que, ao matar Jesus, havia vencido. Contudo, por meio daquela mesma cruz, o poder do pecado e da morte foi quebrado e as obras do diabo foram destruídas. Exatamente no lugar onde parecia que o mal havia triunfado, o poder do mal foi derrotado.

Por isso, mesmo em meio à injustiça, Davi pôde se abster de buscar vingança por suas próprias mãos e confiar seu julgamento a Deus. Ele cria que o justo Juiz era seu escudo e que a maldade dos ímpios finalmente voltaria sobre a própria cabeça deles.

Assim, Davi termina este salmo, que começou com seu clamor diante da injustiça, louvando a justiça de Deus.

诗篇第7篇

狮子面前的羔羊(1–2节)

“流离歌”(Shiggaion)的确切含义并不清楚。一般认为,它可能是“带着悲伤、愤怒和强烈情感所唱的歌”,或者是“在漂泊中所唱的哀歌”。我们也无法确切知道便雅悯人古实究竟是谁。不过,从标题可以看出,大卫因古实的话而遭遇困境,并且有多人正在追赶他。

在这样的处境中,大卫投靠神,求神救他脱离一切追赶他的人。他担心,如果神不拯救他,仇敌就会像狮子一样把他撕裂。大卫把追赶他的人形容为“狮子”,由此可以看出他们是何等凶暴、何等具有威胁。

狮子对大卫来说是非常危险的猛兽。大卫牧羊的时候,曾有狮子或熊从羊群中叼走羊羔。那时,大卫追赶它,击打它,从它口中救出羊羔(撒母耳记上 17:34–35)。大卫深知,如果自己不救出那只小羊,它必然会成为狮子的猎物,被撕得粉碎。

然而现在,大卫自己却成了站在狮子面前的羔羊。他害怕,如果神不拯救他,他也会像羔羊一样,被那些追赶他的人撕裂。

在神面前陈明清白与耶稣基督(3–5节)

大卫在神面前陈明自己的清白。

即使以自己的性命为代价,大卫仍就这件与古实的话有关的事情向神申诉自己的清白。他把自己遭受诬告、被人追赶的冤屈带到神面前。

在这里,我们会想到那位所受冤屈远远超过大卫的耶稣。耶稣里面没有任何不义,祂是完全圣洁的。然而人们却用谎言诬告祂,把祂当作该死的罪犯。在被钉十字架的前一夜,耶稣与门徒度过最后的时刻时这样说:

“恨我的,也恨我的父。我若没有在他们中间行过别人未曾行的事,他们就没有罪;但如今连我与我的父,他们也看见也恨恶了。这要应验他们律法上所写的话,说:‘他们无故地恨我。’”(约翰福音 15:23–25)

同样,属恶的人会无缘无故地憎恨并敌对义人。

公义的审判者——神(6–10节)

大卫求神以审判者的身份起来,为他的案件施行判断。

大卫相信神是审判万民的公义审判者,因此求神判断他的案件。

大卫求神按照他的公义和他里面的纯正来判断他。这里“纯正”所对应的希伯来语是 tom,具有“完整、真诚、没有虚假和两面”的意思。这并不是大卫宣称自己完全没有罪,而是求神判断他在如今带到神面前的这件具体事情上是否清白。

随后,大卫求那鉴察万人内心的神止息恶人的恶,并坚立义人。

我们可以从神在耶稣身上所成就的事看到这句话最终的实现。耶稣借着十字架击碎了蛇的头;人虽然杀害了耶稣,神却使祂从死里复活,显明祂是公义的。

因此,大卫承认神是他的盾牌。

大卫并不只是说神是他的盾牌。他宣告神是“拯救心里正直之人的神”。神公义的性情以及祂拯救正直之人的作为,本身就是大卫的盾牌。因此,即使环境充满不安,大卫仍能倚靠神永不改变的性情而坚定站立。

然而,那位作盾牌、拯救心里正直之人的神,同时也是审判罪恶的公义审判者。

呼唤悔改的审判(11–13节)

神绝不是看见罪恶却无动于衷的神。因为神是公义的,所以祂恨恶罪恶,并向罪恶发怒。然而这里特别值得注意的是“若有人不回头”这句话。神的审判虽然已经预备,但恶人仍然有回转的道路。神并不喜悦恶人死亡。在以西结书中,神这样说:

“你对他们说:主耶和华说:我指着我的永生起誓,我断不喜悦恶人死亡,惟喜悦恶人转离所行的道而活。以色列家啊,你们转回,转回吧!离开恶道,何必死亡呢?”(以西结书 33:11)

因此,神对审判的警告中也包含着对恶人的悔改呼召。恶人若不离开自己的恶道,就无法逃避神的审判;然而神呼唤恶人回转而得生命。

同一位神对心里正直的人是盾牌,但对于拒绝悔改、继续行恶的人,祂也是施行审判的审判者。然而神并不喜悦人灭亡,而是愿意万人得救,明白真道(提摩太前书 2:4)。

接下来,大卫说明行恶之人最终会有怎样的结局。

恶人的自取灭亡与十字架的胜利(14–17节)

大卫用怀孕和生产的形象来描述罪恶产生并成长的过程。恶人怀着罪恶,孕育毒害,最终生出虚假。罪恶并不是毫无过程地突然出现,而是在人的心中被怀藏、逐渐成长,最后显现在行为中。这与雅各书的话也是相通的:

“私欲既怀了胎,就生出罪来;罪既长成,就生出死来。”(雅各书 1:15)

然而,恶人为使别人跌倒而挖的坑,最终却成为自己掉进去的陷阱。他所制造的毒害回到自己的头上,他原本要施加在别人身上的强暴落在自己身上。

这就像哈曼为末底改预备了木架,最终自己却被挂在那木架上一样(以斯帖记 7:9–10)。他为杀害别人而预备的东西,最终反而带来了自己的死亡。

这个原则在十字架上表现得最为强烈。撒但煽动人把无罪的耶稣交于死亡,并且可能以为杀死耶稣就取得了胜利。然而,正是借着这个十字架,罪与死亡的权势被打破,魔鬼的作为被毁灭。就在罪恶看似得胜的地方,罪恶的权势反而遭到了失败。

因此,大卫即使身处冤屈之中,也可以不亲手报仇,而把自己的判断交托给神。因为他相信公义的审判者是他的盾牌,也相信恶人的恶最终必归到恶人自己的头上。

所以,大卫以自己的冤屈开始这篇诗篇,却以赞美神的公义作为结束。

Salmo 7

Un cordero ante un león (vv. 1–2)

No se conoce con exactitud el significado de Sigaión. Generalmente se entiende como «un canto entonado con tristeza, ira y emociones intensas» o «un lamento cantado mientras se vaga». Tampoco sabemos con exactitud quién era Cus el benjaminita. Sin embargo, por el título podemos ver que David estaba atravesando dificultades relacionadas con las palabras de Cus y que varias personas lo perseguían.

En esta situación, David se refugia en Dios y le pide que lo salve y lo libre de todos los que lo persiguen. Teme que, si Dios no lo rescata, sus enemigos lo despedacen como un león. El hecho de que David describa a sus perseguidores como «un león» nos permite comprender cuán violentos y amenazantes eran.

Para David, el león era un animal sumamente peligroso. Cuando cuidaba las ovejas, un león o un oso llegó y tomó un cordero del rebaño. David fue tras él, lo hirió y rescató el cordero de su boca (1 Samuel 17:34–35). David sabía muy bien que, si no rescataba al pequeño cordero, este inevitablemente se convertiría en presa del león y sería despedazado.

Pero ahora era David mismo quien se encontraba como un cordero delante de un león. Temía que, si Dios no lo libraba, él también sería despedazado como un cordero por quienes lo perseguían.

La inocencia confesada ante Dios y Jesucristo (vv. 3–5)

David declaró su inocencia delante de Dios.

Aun poniendo en juego su propia vida, David apeló a Dios afirmando su inocencia en este asunto relacionado con las palabras de Cus. Presentó delante de Dios la injusticia que sufría al ser falsamente acusado y perseguido.

Aquí pensamos en Jesús, quien sufrió una injusticia incomparablemente mayor que la de David. En Jesús no había injusticia alguna; Él era perfectamente santo. Sin embargo, las personas lo acusaron falsamente y lo trataron como un criminal digno de muerte. La noche antes de ser crucificado, mientras pasaba sus últimas horas con sus discípulos, Jesús dijo:

«El que me aborrece a mí, también a mi Padre aborrece. Si yo no hubiese hecho entre ellos obras que ningún otro ha hecho, no tendrían pecado; pero ahora han visto y han aborrecido a mí y a mi Padre. Pero esto es para que se cumpla la palabra que está escrita en su ley: Sin causa me aborrecieron» (Juan 15:23–25).

Así, los que pertenecen al mal odian y se oponen sin causa al justo.

Dios, el Juez justo (vv. 6–10)

David pidió a Dios que se levantara como Juez y juzgara su causa.

David confiaba en Dios como el Juez justo que juzga a todos los pueblos, y por eso le pidió que juzgara su causa.

David pidió a Dios que lo juzgara conforme a su justicia y a la integridad que había en él. La palabra traducida como «integridad» es el hebreo tom, que significa «entereza, sinceridad y ausencia de doblez». David no estaba afirmando que no tuviera pecado alguno, sino que pedía a Dios que juzgara su inocencia en este asunto particular que había presentado delante de Él.

Luego David pidió que Dios, quien conoce el corazón de todos, pusiera fin a la maldad de los impíos y afirmara al justo.

Podemos ver el cumplimiento supremo de estas palabras en lo que Dios hizo con Jesús. Por medio de la cruz, Jesús aplastó la cabeza de la serpiente, y Dios levantó de entre los muertos a Jesús, a quien los hombres habían matado, mostrando así que Él era justo.

Por eso David confiesa que Dios es su escudo.

David no se limita a decir que Dios es su escudo. Dice que Dios es quien «salva a los rectos de corazón». El carácter justo de Dios y su obra de salvar a los rectos constituyen el escudo de David. Por eso, aun cuando las circunstancias eran inciertas, David podía permanecer firme confiando en el carácter inmutable de Dios.

Pero el Dios que es escudo y salva a los rectos de corazón es también el Juez justo que juzga el mal.

El juicio que llama al arrepentimiento (vv. 11–13)

Dios no contempla el mal con indiferencia. Porque Dios es justo, aborrece el mal y se indigna contra él. Sin embargo, debemos prestar atención a las palabras: «Si no se arrepiente». El juicio de Dios está ciertamente preparado, pero todavía queda abierto para el impío el camino para volverse de su maldad. Dios no se complace en la muerte del impío. En Ezequiel, Dios dice:

«Vivo yo, dice Jehová el Señor, que no quiero la muerte del impío, sino que se vuelva el impío de su camino, y que viva. Volveos, volveos de vuestros malos caminos; ¿por qué moriréis, oh casa de Israel?» (Ezequiel 33:11).

Por lo tanto, la advertencia del juicio de Dios contiene también un llamado al arrepentimiento. Si el impío no se aparta de su mal camino, no podrá escapar del juicio de Dios; pero Dios lo llama a volverse y vivir.

El mismo Dios es escudo para los rectos de corazón, pero también es Juez de quienes no se arrepienten y continúan practicando el mal. Sin embargo, Dios no se complace en que las personas perezcan, sino que quiere que sean salvas y vengan al conocimiento de la verdad (1 Timoteo 2:4).

Ahora David describe lo que finalmente sucede con quien practica el mal.

La autodestrucción del impío y la victoria de la cruz (vv. 14–17)

David describe el nacimiento y crecimiento del mal mediante la imagen de la concepción y el parto. El impío concibe la maldad, queda preñado de iniquidad y finalmente da a luz el engaño. El mal no aparece repentinamente sin ningún proceso; es concebido y crece dentro del corazón humano hasta manifestarse finalmente en las acciones. Esto concuerda con las palabras de Santiago:

«Entonces la concupiscencia, después que ha concebido, da a luz el pecado; y el pecado, siendo consumado, da a luz la muerte» (Santiago 1:15).

Pero el pozo que el impío cava para hacer caer a otro termina convirtiéndose en la trampa en la que él mismo cae. El mal que ha preparado vuelve sobre su propia cabeza, y la violencia que pretendía ejercer contra otros cae sobre él mismo.

Esto es semejante a Amán, quien preparó la horca para Mardoqueo, pero finalmente fue colgado en ella (Ester 7:9–10). Lo que había preparado para causar la muerte de otro terminó provocando su propia muerte.

Este principio se manifiesta de la manera más dramática en la cruz. Satanás movió a las personas para entregar a la muerte a Jesús, quien no tenía pecado, y pudo haber pensado que había vencido al matarlo. Sin embargo, por medio de esa misma cruz fueron quebrantados el poder del pecado y de la muerte, y fueron destruidas las obras del diablo. Precisamente allí donde parecía que el mal había triunfado, el poder del mal fue derrotado.

Por eso David, aun en medio de la injusticia, pudo abstenerse de tomar venganza por sí mismo y confiar su causa a Dios. Creía que el Juez justo era su escudo y que la maldad de los impíos finalmente volvería sobre sus propias cabezas.

Así, David termina este salmo, que comenzó con su clamor ante la injusticia, alabando la justicia de Dios.

Psalm 7

A Lamb Before a Lion (vv. 1–2)

The precise meaning of Shiggaion is unknown. It is generally understood as “a song sung with sorrow, anger, and intense emotion,” or “a lament sung while wandering.” Nor do we know exactly who Cush the Benjamite was. From the title, however, we can see that David was facing trouble related to the words of Cush and that several people were pursuing him.

In this situation, David takes refuge in God and asks Him to save and deliver him from all who pursue him. He fears that if God does not rescue him, his enemies will tear him apart like a lion. David’s description of his pursuers as being “like a lion” shows how violent and threatening they were.

A lion was a very dangerous creature to David. When David was tending sheep, a lion or a bear once came and took a lamb from the flock. David went after it, struck it, and rescued the lamb from its mouth (1 Samuel 17:34–35). David knew well that if he did not rescue the little lamb, it would inevitably become the lion’s prey and be torn apart.

But now David himself was like a lamb standing before a lion. He feared that unless God delivered him, he too would be torn apart like a lamb by those who pursued him.

David’s Declaration of Innocence Before God and Jesus Christ (vv. 3–5)

David declared his innocence before God.

Even at the risk of his own life, David appealed to God concerning his innocence in this matter related to the words of Cush. He brought before God the injustice he was suffering as one who had been falsely accused and pursued.

Here we are reminded of Jesus, who suffered an injustice beyond comparison with David’s. There was no unrighteousness in Jesus; He was perfectly holy. Yet people falsely accused Him and treated Him as a criminal deserving death. On the night before His crucifixion, as Jesus spent His final hours with His disciples, He said:

“He that hateth me hateth my Father also. If I had not done among them the works which none other man did, they had not had sin: but now have they both seen and hated both me and my Father. But this cometh to pass, that the word might be fulfilled that is written in their law, They hated me without a cause.” (John 15:23–25)

In this way, those who belong to evil hate and oppose the righteous without cause.

God, the Righteous Judge (vv. 6–10)

David asked God to rise as Judge and judge his case.

David trusted God as the righteous Judge who judges all peoples, and therefore asked Him to judge his case.

David asked God to judge him according to his righteousness and the integrity that was in him. The word translated “integrity” is the Hebrew tom, meaning “wholeness, sincerity, and the absence of duplicity.” David was not claiming that he was entirely without sin; rather, he was asking God to judge his innocence in the particular matter he had brought before Him.

David then prayed that God, who knows the hearts of all people, would bring the wickedness of the wicked to an end and establish the righteous.

We can see the ultimate fulfillment of this in what God did concerning Jesus. Through the cross, Jesus crushed the serpent’s head, and God raised Jesus, whom men had put to death, thereby revealing Him to be righteous.

Therefore David confesses that God is his shield.

David does not merely say that God is his shield. He says that God is the One “who saves the upright in heart.” God’s righteous character and His act of saving the upright are themselves David’s shield. Therefore, even when his circumstances were uncertain, David could remain steadfast by relying on the unchanging character of God.

Yet the God who is a shield and saves the upright in heart is also the righteous Judge who judges evil.

Judgment That Calls for Repentance (vv. 11–13)

God does not look upon evil with indifference. Because God is righteous, He hates evil and is angry with it. Yet the words we should notice here are, “If he turn not.” God’s judgment is certainly prepared, but the wicked still have a way to turn back. God does not delight in the death of the wicked. In Ezekiel, God says:

“Say unto them, As I live, saith the Lord GOD, I have no pleasure in the death of the wicked; but that the wicked turn from his way and live: turn ye, turn ye from your evil ways; for why will ye die, O house of Israel?” (Ezekiel 33:11)

Therefore, the warning of God’s judgment also contains a call for the wicked to repent. If the wicked refuse to turn from their evil ways, they cannot escape God’s judgment, but God calls them to turn and live.

The same God is a shield to the upright in heart, but He is also the Judge of those who refuse to repent and continue in evil. Yet God does not delight in people’s destruction; He desires them to be saved and to come to the knowledge of the truth (1 Timothy 2:4).

David now describes what ultimately happens to the person who practices evil.

The Self-Destruction of the Wicked and the Victory of the Cross (vv. 14–17)

David describes the development and growth of evil through the imagery of conception and childbirth. The wicked person conceives iniquity, becomes pregnant with mischief, and finally gives birth to falsehood. Evil does not simply appear without a process; it is conceived and grows within the human heart until it finally manifests itself in action. This corresponds with the words of James:

“Then when lust hath conceived, it bringeth forth sin: and sin, when it is finished, bringeth forth death.” (James 1:15)

Yet the pit that the wicked dig to bring down another eventually becomes the trap into which they themselves fall. The harm they devise returns upon their own heads, and the violence they intended for others falls upon themselves.

This is like Haman, who prepared the gallows for Mordecai but was eventually hanged on it himself (Esther 7:9–10). What he prepared for another person’s death ultimately brought about his own death.

This principle appears most dramatically at the cross. Satan moved people to deliver the sinless Jesus to death and may have thought that by killing Jesus he had won. Yet through that very cross, the power of sin and death was broken and the works of the devil were destroyed. At the very place where evil appeared to have triumphed, the power of evil was instead defeated.

Therefore, even in the midst of injustice, David could refrain from taking vengeance into his own hands and entrust his judgment to God. He believed that the righteous Judge was his shield and that the wickedness of the wicked would ultimately return upon their own heads.

Thus David ends this psalm, which began with his cry over injustice, by praising the righteousness of God.